48% das meninas de 11 a 13 anos ainda devem se vacinar contra HPV

12 de novembro de 2014

O câncer do colo do útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina e a terceira causa de morte de mulheres por câncer no país. Para garantir a proteção contra o HPV (Papiloma Vírus Humano), que provoca a doença, as meninas de 11 a 13 anos precisam tomar todas as doses previstas no esquema de imunização: a segunda seis meses depois da primeira e a terceira, de reforço, cinco anos após a segunda dose. A partir de 10 de março deste ano, o Ceará vacinou com a primeira dose 253.263 adolescentes. A segunda dose, com aplicação iniciada em 1º de setembro, a cobertura está em 51,51%, com a vacinação de 125.967 meninas de 11 a 13 anos, mais aquelas que completaram 14 anos depois de tomar a primeira dose. Aquelas que ainda vão iniciar o esquema devem estar na faixa etária entre 11 e 13 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

A vacina HPV faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível nas ações de rotina das unidades básicas de saúde. No esquema de vacinação estendido é fundamental garantir uma alta cobertura na segunda dose para proporcionar a proteção necessária contra a infecção pelo vírus até que a adolescente receba a terceira dose. A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual contra câncer de colo de útero. Embora a vacina faça parte do Calendário Nacional de Imunização, as adolescentes devem seguir o cronograma de intervalo entre uma dose e outra. A primeira dose sozinha não protege contra o vírus.

O Ministério da Saúde garante a segurança da vacina. Atualmente, ela é utilizada em mais de cinquenta países, com cerca de 175 milhões de doses aplicadas. A segurança da vacina é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). O SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero em todo mundo e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.

As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasco), enfatizam a necessidade das meninas brasileiras, de 11 a 13 anos de idade, receberem a segunda dose da vacina HPV nos postos de vacinação e escolas de todo país, com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus. Após vários anos de experiência com a vacina em diversos programas de imunização em todo o mundo, a vacina HPV demonstrou-se segura e não foi associada a eventos adversos sérios.

Tomar a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. No entanto, a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos. O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos. A vacinação no presente, conjuntamente com as ações para o rastreamento do câncer do colo do útero a partir dos 25 anos, possibilitará a essa geração de meninas que estão recebendo a vacina HPV estarem praticamente livres do risco do câncer cervical.

12.11.2014

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