Ceará ultrapassa marca dos 100 transplantes de medula óssea

18 de novembro de 2013

Com 37 transplantes feitos este ano, o Ceará chegou aos 104 transplantes de medula óssea no Estado desde 2008, quando esse tipo de procedimento passou a ser realizado pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), em parceria com Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Foram três transplantes no primeiro ano, sete em 2009, 14 em 2010, 17 em 2011 e 26 em 2012, todos autólogos, em que o paciente recebe suas próprias células sadias. A expectativa do médico hematologista e coordenador do Banco de Cordão Umbilical e Placentário do Hemoce, Fernando Barroso, é de que este ano sejam realizados 40 transplantes de medula óssea no Ceará.

Em outubro, o Hemoce recebeu autorização do Ministério da Saúde para realizar transplantes alogênicos, em que o paciente recebe células sadias de outra pessoa. Com a autorização, o Hemoce já está realizando os procedimentos de seleção de pacientes e doadores para a realização de transplantes. Selecionado o paciente, após avaliação do estágio da doença que ele tem e do seu estado geral de saúde para a realização do transplante, é necessário encontrar um doador e a primeira busca é feita na família do paciente. Como só 30% dos pacientes encontram doador entre os familiares, e busca prossegue nos cadastros de doadores e bancos de cordão umbilical.

Desde o ano 2000 o Hemoce é responsável pelo cadastro de possíveis doadores de medula óssea no Ceará. Atualmente, a Hemorrede estadual possui cerca de 120 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de doadores de Medula óssea (Redome). Em 2012, o Hemoce, em parceria com o Hospital Universitário, foi autorizado a realizar a coleta em doadores para transplante de medula alogênico, não aparentado. O procedimento antes era realizado apenas nos hemocentros de Natal e Recife.

No Banco de Cordão Umbilical e Placentário há 140 amostras armazenadas, com a taxa de 80% disponibilizadas para transplantes. A média nacional é de 50%. Com a realização de transplante alogênico aqui mesmo no Ceará não haverá mais a necessidade de encaminhar pacientes para Atendimento Fora de Domicílio (TFD), em outros estados, como São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Segundo Fernando Barroso, o alcance de 80% de disponibilização das amostras para transplantes alogênicos deve-se, principalmente, ao rigor na seleção das doadoras e a qualidade da coleta e processamento das células tronco.

A medula óssea é um líquido que fica armazenado dentro de alguns ossos do corpo e que tem como função produzir as células do sangue. O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O transplante autólogo é aquele em que o paciente recebe células sadias da própria medula. No transplante alogênico a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

18.11.2013

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