Participação do PIB cearense sobre o PIB brasileiro chega a maior nível desde 1965

12 de setembro de 2013

A participação do PIB cearense sobre o PIB nacional chegou a 2,16% no segundo trimestre deste ano. Essa é a maior participação do Ceará desde 1965 e é a terceira maior da história desde o início da medição, em 1939. Os dados são do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado, e foram publicados na página pessoal do Facebook governador Cid Gomes (Cid F Gomes) na última quarta-feira (11).  O Produto Interno Bruto, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos, cresceu 3,95% no segundo trimestre de 2013, em comparação ao mesmo período do ano passado, superando a média nacional, que foi de 3,3% no período. As taxas do PIB dos últimos quatro trimestres mostram um crescimento de 3,38% para o Ceará e 1,8% para o Brasil.

Nesse período, o setor industrial do Ceará apresentou, no segundo trimestre de 2013, o melhor desempenho, fechando com crescimento de 7,59%, com destaque para o segmento “extrativa mineral”, com incremento de 60,3%. O resultado do setor industrial cearense ficou bem acima do apresentado pelo Brasil, de 2,8% no mesmo período. Já o setor agropecuário do Ceará apresentou o segundo melhor resultado, evoluindo 5,97%, abaixo do desempenho do PIB nacional, que ficou em 13%, consequência direta da falta de chuvas no Estado e que atingiu toda a região Nordeste. O setor de serviço cresceu 3,69%, ficando acima da média nacional no período, que foi de 2,4%. Vale observar que o segmento transporte, com 9,65%, foi o que apresentou maior resultado no setor de serviços, seguido por “alojamento e alimentação”, com 3,66%; “outros serviços”, com 3,53%, e “comércio”, com 3,47%.

 

PIB

O PIB trimestral é um indicador que mostra a tendência do desempenho da economia cearense no curto prazo. Além do Ceará, mais sete estados brasileiros realizam o cálculo de sua economia trimestralmente, a saber: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Esses Estados utilizam a mesma ponderação das Contas Regionais. É calculado com base nos resultados dos três setores, Agropecuária, Indústria e Serviços, e desagregados por suas atividades econômicas. É importante ressaltar que, como indica somente uma tendência de crescimento ou arrefecimento da economia, suas informações e resultados são preliminares e sujeitos a  retificações, quando forem calculadas as Contas Regionais definitivas, em conjunto com o IBGE e as 27 Unidades da Federação.

 

12.09.2013

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