Sífilis: kits para tratar reação à penicilina serão entregues dia 28

25 de maio de 2012

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Ceará, vai distribuir kits de reação anafilática por penicilina a 183 municípios para o tratamento de possíveis reação alérgica em pacientes com sífilis. A entrega acontecerá no Seminário Estadual de Prevenção e Controle da Sífilis Congênita que o Núcleo de Prevenção e Controle de Doenças e Agravos (Nuprev) realiza na segunda-feira, 28 de maio, das 8 horas às 12 horas, no Hotel Mareiro, Avenida Beira Mar, 2380, Meireles. Fortaleza vai adquirir seus próprios kits de reação anafilática.

Secretários municipais de Saúde, coordenadores municipais da Atenção Básica e das ações de DST/Aids estarão reunidos no seminário para conhecer os dados nacionais e estaduais sobre sífilis e as ações do Estado para o controle da doença. O Ceará foi o primeiro estado brasileiro a universalizar, em 2010, os dois testes de HIV e sífilis para gestantes no pré-natal. A universalização do exame foi possível com a aquisição de equipamentos para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), unidades da rede estadual de saúde que realizam os testes. A Sesa está realizando capacitações para a aplicação do novo teste rápido de HIV e sífilis, que diminui o risco de falso positivo.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de sífilis em parturientes encontra-se em 1,6%, cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV. A doença, considerada evitável, pode causar aborto, má formação do feto e morte ao nascer. Bebês podem ainda ter cegueira, surdez e deficiência mental.

De 2005 a 2010, foram notificados 29,5 mil casos de sífilis em gestantes, no país. A maioria dos casos no período ocorreu nas Regiões Sudeste e Nordeste, com 9.340 (31,6%) e 8.054 (27,3%) de casos, respectivamente. No ano de 2009, a taxa de detecção para o país foi de três casos por 1.000 nascidos vivos, sendo que as maiores taxas estão nas regiões Centro-Oeste, com 5,2 e Norte, com 4,5.

De 2000 a 2010, foram detectados no Brasil 54.141 casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade. Do total acumulado nesse período, a Região Sudeste registrou 24.260 (44,8%) casos; a Nordeste, 17.397 (32,1%); a Norte, 5.223 (9,6%); a Sul, 3.764 (7,0%); e a Centro-Oeste, 3.497 (6,5%).

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência, as pessoas se despreocupam e não buscam diagnóstico e tratamento. Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode até levar à morte.

Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. No Brasil, as estimativas da OMS de infecções de sífilis por transmissão sexual na população sexualmente ativa, a cada ano, são de 937 mil casos.

 

25.05.2012

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