Nova Unidade de AVC evita 300 mortes e reduz 400 incapacitações

29 de outubro de 2010

300 mortes evitadas e 400 pacientes livres de sequelas. Esse foi o balanço do primeiro ano de funcionamento da Unidade de AVC do Hospital Geral de Fortaleza, unidade da Secretaria da Saúde do Estado, divulgado nesta sexta-feira, 29 de outubro, Dia Mundial do AVC, pelo secretário da saúde do Estado e pelo diretor da Unidade, João José de Carvalho. Inaugurada no dia 29 de outubro do ano passado, a Unidade de  AVC atendeu 1.400 pacientes nos últimos 12 meses. “Foram assistidos com equidade, tendo acesso ao tratamento trombolítico e ainda a exames modernos, como a tomografia realizada pelo multi-slice em apenas cinco  segundos enquanto os tomógrafos menos modernos fazem o exame em 20 minutos”, afirmou o diretor da Unidade, João José de Carvalho. Segundo  ele, a média de mortes dos pacientes com AVC atendidos no HGF é de 3,2%. Bem menor do que a média dos outros hospitais, que é de 24%.

 

O secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos, destacou que o Ceará é o único Estado do país a ter um programa de AVC aprovado pelo Conselho Estadual de Saúde. O Programa de Atenção Integral e Integrada ao AVC no Estado do Ceará inclui, além da Unidade de AVC do HGF, o estudo epidemiológico feito em 19 hospitais da capital e também o sistema de notificação compulsória da doença. Arruda Bastos informou que a estrutura de assistência aos pacientes será ampla e de qualidade, com nove policlínicas, em construção, oferecendo exame de tomografia, e a com a universalização do SAMU. O serviço 192 será ampliado para todas as regiões do Estado, facilitando e qualificando o transporte dos pacientes até o hospital.

 

De acordo com o estudo, revelado nesta sexta-feira, a média de idade das pessoas acometidas por AVC na capital é de 57 anos enquanto a média de idade da Europa é de 70 anos. Outro dado preocupante do  estudo feito em 19 hospitais da rede pública e privada no capital é o fato de que 42% dos pacientes atendidos nesses hospitais já haviam sofrido outro AVC. Nos fatores de risco, o percentual de hipertensão chama a atenção: 88% das pessoas que foram atendidas nos 19 hospitais tinham pressão alta.

 

O nível de escolaridade também foi observado no estudo. A maioria, 54% dos pacientes com AVC tinham apenas o ensino fundamental e 20% analfabetos. Quanto maior o grau de escolaridade menor o percentual de AVC: 6% dos pacientes informaram ter nível superior e 1% pós-graduação. “É preciso informar, educar, mobilizar ainda mais a população para mudança de hábitos e de controle dos fatores de risco, como a hipertensão”, observa o secretário Arruda Bastos. Conforme alerta o neurologista João José de Carvalho é preciso ficar atento aos   sintomas da doença, como dor de cabeça súbita ou atípica, dificuldade em enxergar, falar, caminhar.  O AVC é a principal causa de mortes no Ceará e também de incapacitações. Segundo o neurologista, 70% das pessoas que sofrem AVC não retornam ao mercado de trabalho.

 

29.10.2010

Assessoria de Imprensa da Sesa

Selma Oliveira (soliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220)