Nutec realiza análise para controle de qualidade em amêndoas e castanhas

7 de junho de 2010

Amêndoas, castanhas e nozes fazem parte do seleto grupo das frutas oleaginosas, que, além de carregarem muitos nutrientes, podem ser excelentes parceiras na hora de emagrecer. Estudos indicam que, quando aliadas a uma dieta, essas castanhas auxiliam na perda de peso, pois são ricas em gorduras monoinsaturadas, responsáveis por manter o nível de açúcar no sangue estável e ativar o metabolismo da queima de gorduras. Além disso, os especialistas são unânimes ao classificá-las como ótimas moderadoras de apetite. A família das amêndoas e castanhas tem na lista de seus componentes benéficos: fibras, proteína, cálcio, ferro, potássio, zinco, selênio, vitamina E, ácido fólico, entre outros.

 

A atenção deve estar na forma de armazenamento, quando mal estocadas, as amêndoas e castanhas podem conter uma toxina cancerígena. A aflatoxina é uma toxina produzida pelo fungo Aspergillus flavus, que se reproduz em ambientes úmidos durante o processo de plantio e armazenamento.

 

Solução Tecnológica

 

Devido a importância toxicológica da aflatoxina, a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) enfatiza a necessidade de um monitoramento eficaz para garantia da qualidade dos alimentos. O Nutec realiza análise de aflatoxina em amêndoas e castanhas, possibilitando ao setor produtivo uma solução tecnológica para o controle da qualidade dos alimentos.

 

O Nutec através do Laboratório de Análise de Caju, Alimentos e Pesticidas – LABCAJU realiza a análise por meio de procedimentos de ensaios imunoenzimáticos no equipamento conhecido como leitora de Elisa (Enzyme Linked Emmuno Sorbent Assoy), que determina a quantidade total da aflatoxina (B1, B2, G1 e G2). “O laboratório segue as normas e padrões da legislação europeia, que estabelece o limite máximo de 4 microgramas de aflatoxina por quilograma de alimento”, explica a Tecnóloga de Alimentos, Cleidiane Lima.

 

Malefícios à saúde

 

Dependendo da dose e da frequência com que é ingerida, aflatoxina pode causar danos agudos (letal ou não) à saúde, quando em doses elevadas, ou subagudos, quando em doses não elevadas. A Tecnóloga de Alimentos, Cleidiane Lima, ressalta que a ingestão de aflatoxina provoca distúrbios e alterações nos órgãos do ser humano e dos animais, especialmente o fígado. “Sabe-se que a aflatoxina é cancerígena e pode provocar cirrose, necrose do fígado, proliferação dos canais biliares, síndrome de Reye (encefalopatia com degeneração gordurosa do cérebro), hemorragia nos rins e lesões sérias na pele, pelo contato direto”, reforça.

 

Medidas preventivas

 

A tecnóloga acrescenta que a melhor forma do consumidor prevenir a ingestão de aflatoxina é saber a procedência dos alimentos. “O consumidor precisa saber se o fornecedor ou produtor adota medidas sanitárias para não proliferação de fungos em relação à produção dos grãos, quanto ao plantio (cuidados com o solo), colheita e armazenamento”, conclui.

 

Outras ações ficam voltadas à vigilância da qualidade dos produtos comercializados; educação sanitária de plantadores, conscientização da população sobre os risco de consumo de produtos de origem desconhecida, dentre outras. O exemplo mostra que a diminuição da exposição da população a aflatoxinas, e a consequente redução dos riscos para a saúde, somente é possível com um trabalho com os produtores de alimentos e com ações eficientes de vigilância sanitária.

 

Serviço

 

Central de Atendimento ao Cliente – CAC
Contato: 85 – 3101.2446/2447/2448
Email: cac@nutec.ce.gov.br

 

07.06.2010

Assessoria de Imprensa do Nutec

Raquel Souza (asscom@nutec.ce.gov.br / 85 3101.7624)