Sobe para 9 total de salas de apoio à trabalhadora que amamenta

3 de junho de 2015

O Ministério da Saúde faz nesta quarta-feira, 3 de junho, a certificação de seis hospitais do Ceará pela implantação de Salas de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta. Em solenidade na Cooperativa dos Pediatras do Ceará, Rua Silva Paulet, 2526, Dionísio Torres, a partir das 8h30min, a assessora técnica do Ministério da Saúde responsável pela Estratégia Mulher Trabalhadora que Amamenta certificará o Hospital Geral Dr. César Cals, o Hospital Regional Unimed, Hospital Polo Jesus Maria José, de Quixadá, Hospital e Maternidade Fernando Raimundo de Sousa, de Horizonte, Hospital Polo São Vicente de Paula, de Barbalha, e Hospital Polo São Lucas, em Juazeiro do Norte.

A primeira organização do Ceará, entre públicas e privadas, a assegurar um espaço de apoio à amamentação às funcionárias nutrizes foi o Hospital Infantil Albert Sabin, da rede pública estadual, em dezembro de 2012. O exemplo foi seguido pelo Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e pela Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Com as novas unidades, o Ceará passa a contar com nove Salas de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta, três delas em hospitais da rede estadual de saúde – Hospital Infantil Albert Sabin, Hospital Geral de Fortaleza e Hospital Geral Dr. César Cals. Essas salas são espaços dentro do local de trabalho em que a mulher, com conforto, privacidade e segurança, pode esvaziar as mamas, armazenando seu leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao filho.

O leite coletado é mantido em um freezer a uma temperatura controlada até o fim do dia, com uma etiqueta identificando o nome da mãe, a data e a hora da coleta. No fim do expediente, a mulher pode levar seu leite para casa para que seja oferecido ao seu filho na sua ausência, e também se desejar doá-lo para um Banco de Leite Humano. É uma estratégia do Ministério da Saúde que consiste em criar nas empresas públicas e privadas uma cultura de respeito e apoio à amamentação como forma de promover a saúde da mulher trabalhadora e do bebê.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida do bebê e amamentação até os dois anos de idade ou mais. O leite materno é um forte aliado na luta contra a mortalidade infantil porque possui todos os nutrientes necessários para que a criança cresça com saúde e protegida contra problemas bastante comuns nos primeiros anos de vida, como diarreia, alergias, doenças respiratórias, infecções e vários outros tipos de intercorrências. As empresas que aderem a essa iniciativa tendem a ter menos problemas com a ausência de funcionárias para tratar de problemas de saúde dos filhos, pois como o leite materno possui anticorpos que previnem doenças, crianças que mamam no peito adoecem menos.

Para a instalação de sala de apoio à amamentação em empresas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta o o dimensionamento de 1,5 m2 por cadeira de coleta e instalação de um ponto de água fria e lavatório, para atender aos requisitos de cuidados de higiene das mãos e dos seios na coleta. Além do espaço necessário para a coleta do leite, a sala deve conter freezer com termômetro para monitoramento diário da temperatura.

É importante que o ambiente destinado à sala de apoio à amamentação seja favorável ao reflexo da descida do leite, fundamental para uma boa ordenha. São facilitadores deste reflexo: ambiente tranquilo e confortável, que permita a adequada acomodação da nutriz, sem interrupções e interferências externas e, de preferência, que dê privacidade à mulher. Para atender a estas qualidades, o ambiente deve ser mobiliado com poltronas individualizadas que promovam melhor acolhimento e privacidade, podendo ser separadas por divisórias ou cortinas. Devem ser disponibilizados pelo serviço, ou pelas próprias trabalhadoras, frascos para a coleta e o armazenamento do leite e recipientes térmicos para o seu transporte.

02.06.2015

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