Estudantes da Escola Profissional de Bela Cruz ganham prêmio nos EUA

26 de maio de 2015 - 20:24

As alunas Maria Vanessa Oliveira Teodósio e Fátima Natanna de Miranda, da Escola Estadual de Educação Profissional Júlio França, do município de Bela Cruz, localizado a 245 quilômetros da Capital, ganharam dois dos oito prêmios conquistados pelo Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF). Esse ano, a iniciativa foi realizada em Pittsburg, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, de 10 a 15 de maio passado. A EEEP Júlio França integra a Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) 3.
 
As representantes da rede estadual apresentaram o projeto SOS SECA: Semeando Vida no Semiárido Cearense Através de Sistemas de Captação e Dessalinização de Água de Baixo Custo. A pesquisa foi orientada pelo professor Fernando Nunes Vasconcelos, coordenador pedagógico da EEEP, que acompanhou a dupla durante a Feira. O trabalho recebeu prêmios da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, no valor de 10 mil dólares, e pelo 4º lugar na categoria Ciência da Terra e Meio Ambiente, de 500 dólares, o que equivale a mais de 33 mil reais.
 
Fernando Nunes explica que o projeto propõe políticas de manejo e controle do problema da seca com o objetivo de mitigar seus efeitos. “Para isso, construímos de forma cooperativa sistemas de captação e dessalinização de água de baixo custo com foco em aspectos ambientais, sociais e econômicos. Foram desenvolvidas cisternas 65% mais econômicas e dessalinizadores eficazes na redução do teor de sal da água salobra”, ressalta.
 
A competição é baseada na qualidade de projetos e pesquisas desenvolvidos por estudantes de todo o mundo que ainda não chegaram ao ensino superior. Os jovens competiram e foram julgados pela sua capacidade criativa e pensamento científico, rigor, competência e clareza mostrada em seus projetos. As alunas e o professor fizeram as exposições e defenderam o trabalho na língua inglesa. “Participar da Isef foi uma experiência inspiradora que fortalece o trabalho de excelência em iniciação científica júnior desenvolvido em âmbito escolar – destaca Fernando.
 
Vanessa Oliveira considera que a experiência é resultado de muito empenho e superação de dificuldades. “O trabalho com pesquisa é uma grande oportunidade de exercício de nosso protagonismo e, portanto, deve ser apoiado e defendido”.
 
Natanna de Miranda também comemora a participação da Escola no projeto. “É o reconhecimento de uma pesquisa que obedeceu padrões de cientificidade e foi apoiada integralmente pela escola”, frisa.
 
Neste ano, a Intel ISEF alcançou sua 66ª edição e reuniu 1.700 estudantes de mais de 70 países. A delegação cearense contou ainda com alunos do instituto Federal que recebeu também foi premiado.
16.05.2015
 
Jacqueline Cavalcante
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