Uece e Câmara do Mel firmam parceria na recuperação da população de abelhas

29 de Janeiro de 2013

O Campus do Itaperi da Universidade Estadual do Ceará (Uece) é um dos corredores de abelhas que migram da zona rural cearense para as áreas urbanas. Esse é um dos motivos que incentivaram a Câmara Setorial do Mel do Ceará firmar parceria com a Universidade. O reitor da UECE, professor Jackson Sampaio, recebeu o presidente da Câmara do Mel, Vinícius Araújo de Carvalho, e comissão para apresentação do anteprojeto que pretende solucionar problemas que atingem tanto o homem da capital cearense, como a população de abelhas.

A participação da UECE pode ocorrer por meio da intensificação de projetos de pesquisa (sobre mel, sobre apicultura e sobre comportamento das abelhas). Reforça o reitor Jackson Sampaio, que a Universidade disponibilizará o Campus do Itaperi para instalação de caixas-isca, bem como o uso do Campus de Experimentação Agropecuária (Fazenda Guaiúba) para o abrigo final de colméias capturadas.

“Redirecionamento dos Enxames dos Centros Urbanos para o Meio Rural Produtivo” é o nome do anteprojeto, que deverá ser implantado a partir da primeira quinzena de março de 2013. Coordenado pela Câmara do Mel e criado pela União Nordestina de Apicultura e Meliponicultura (Unamel), o empreendimento contará com a parceria do Corpo de Bombeiros do Ceará e da Uece.

Entre as propostas para a solução dos problemas de segurança e dos apicultores do meio rural, que estão perdendo os enxames numa quantidade muito grande, destaca-se a prevenção, que consta de distribuição de caixas-isca para capturar os enxames, destinadas a toda região de Fortaleza. O reitor Jackson Sampaio disse que a UECE está inteiramente a disposição do projeto. O presidente da Câmara do Mel, Vinícius de Carvalho, revelou que a contrapartida que aquela entidade dará a Uece é a capacitação em Apicultura aos alunos das áreas de Biologia e Veterinária.

Em levantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros do Ceará, as estatísticas apontam um expressivo crescimento da incidência de migração de abelhas, nos últimos anos. Diferentes fatores contribuem para que isso ocorra e dois deles são decisivos: estiagem prolongada, que incide principalmente na escassez de água e de alimentos; e o uso de agrotóxicos. Além desses problemas, as abelhas, já em áreas urbanas, passam a incomodar. Para expulsá-las, algumas iniciativas chegam a dizimá-las. Tudo isso contribui para a queda na produção de mel.

No último censo, Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o Ceará como terceiro maior produtor do Brasil de mel orgânico para exportação. Registrou-se uma queda na produção de mel, de 2011 a 2012. Mostra, também, que 90% dessa produção são para exportação e 10% para o mercado interno. O setor produtor de mel do Ceará conta com seis cooperativas e mais de 90 associações. Reforça Vinícius que toda produção é proveniente de agricultura familiar. Em 150 municípios do Estado, um total de mais de 5 mil famílias estão envolvidas diretamente com a produção de mel.

A comissão recebida pelo reitor da era composta também pelo 1º secretário da Câmara do Mel, Vinícius Carvalho e Guido José Alves Dias, respectivamente, do presidente da Unamel, José Xavier, além do vice-diretor da Faculdade de Veterinária (FAVET), Odanir Cruz Moreira, e da professora do Curso de Química (Centro de Ciências e Tecnologia – CCT), Maria da Conceição Tavares Cavalcanti Liberato, que desenvolve pesquisas sobre composição e qualidade do mel.

29.01.2013

Assessoria de Imprensa da Uece

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