Ceará reduz mortalidade infantil e alcançará Meta do Milênio

18 de Abril de 2011

No ano 2000 a taxa de mortalidade na infância era alta: 42,6 por mil nascidos vivos.  Em 2007 o índice caiu para 30,5, a maior redução de todos os estados do país, segundo  relatório divulgado por dois institutos, o Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O relatório é parte do Projeto Nacional de Localização dos Objetivos de Desenvolvimento do  Milênio. Reduzir a mortalidade infantil  em dois terços entre 1990 e 2015  é a meta 4 do Milênio  estabelecida pela ONU (Organização das Nações Unidas). Com base na queda expressiva de óbitos infantis e nas ações desenvolvidas pelo governo do Estado para promover a saúde da criança, o relatório conclui que o Ceará vai alcançar essa meta.

 

Para atingir o Objetivo do Milênio até 2015 o Ceará precisa diminuir em mais 30% a taxa de mortalidade da infância. Um dos indicadores que contribui para que a meta se confirme é a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI). Vem caindo ano a ano. A taxa de 2010 reforça a perspectiva de alcance da meta. Está em 11,3, bem inferior ao índice registrado em 2007, quando no Estado de cada mil crianças nascidas vivas 24,4 crianças morriam antes de completar 1 ano de vida.

 

O relatório do Ipece e do Ipea aponta o empenho dos gestores públicos em melhorar as condições de saúde das crianças como uma das principais fatores de redução da mortalidade infantil no Ceará. O relatório destaca os avanços no controle das doenças imunopreveníveis, a erradicação da paralisia infantil a redução significativa da difteria, coqueluche e sarampo. Esses resultados decorrem de ações de políticas públicas de promoção das ações básicas de saúde, como a imunização, o aleitamento materno, o  controle das doenças diarreicas e das infecções respiratórias agudas. O relatório mostra que em 2003 o Ceará manteve o maior índice de amamentação do Brasil, com 65% das mulheres cearenses alimentando os filhos, exclusivamente de leite materno, pelo menos até os primeiros quatro meses de vida. Esse índice cresceu. Está em 73%, resultado, entre outros fatores, da ampliação do Projeto Hospital Amigo da Criança, que estimula os 10 passos do aleitamento. 

 

Mais assistência especializada

 

Além da elevação do índice de amamentação, o Ipece e o Ipea enumeram outras ações do governo do Estado responsáveis pela a redução da mortalidade infantil: garantia de medicamentos essenciais, assistência especializada nos 34 hospitais-polo nas microrregiões. capacitação de agentes comunitários de saúde,  ampliação da atenção básica, através do Programa Saúde da Família. “Todas esses ações são desenvolvidas numa parceria com os municípios, que foi fortalecida nos últimos anos e que estamos determinados em fortalecer para avançar ainda mais na garantia e qualidade de vida das crianças e das gestantes”, afirma o secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos. Ele lembra que “com a nova rede de assistência especializada à saúde em construção no Estado, incluindo três hospitais regionais no interior, 21 policlínicas regionais e  18 Centros de Especialidades Odontológicas, a atenção à saúde dos bebês e da mães será ampliada”. No Hospital Regional Norte, que já fica concluído no segundo semestre deste ano, haverá uma unidade específica para atenção à saúde da mulher.     

 

Quinta Meta do Milênio

 

Melhorar a saúde materna é o quinto Objetivo do Milênio estipulada pela ONU para melhorar a saúde das gestantes. A meta definida é reduzir em três quartos, entre 1990 a 2015, a razão de mortalidade materna.  Para o Ceará alcançar a meta terá que chegar a razão, em 2015, de 20,44 óbitos por mil nascidos vivos. “Houve uma queda significativa  nessa taxa, uma vez que , em 1998, para cada mil nascidos vivos, 93,74 mães morriam por complicações durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação. Já em 2007, percebe-se uma melhoria nesse indicador, com redução da razão para 62,76”, conforme texto do relatório. O Ceará, destaca o relatório.  tem procurado melhorar a saúde das gestantes, realizando 96,5% dos partos em hospitais, com acompanhamento  de profissionais e, assim, diminuindo o risco de óbitos.

 

18.04.2011

Assessoria de Imprensa da Sesa

Selma Oliveira (selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220)