Desemprego estável na RMF

28 de julho de 2010

Em relação às Regiões pesquisadas, o Ceará apresentou uma das menores taxas de desemprego. Também de acordo com o PED, o emprego com carteira assinada continua em expansão.

 

Os principais resultados da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), de junho de 2010, mostram que a taxa de desemprego total permaneceu estável em 10,6% da população economicamente ativa (PEA), pelo terceiro mês consecutivo, o nível de ocupação apresentou resultado positivo pelo segundo mês e o emprego com carteira assinada continua em expansão.

 

Os dados foram divulgados hoje (28/7), pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), pelo Sine/CE, Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

 

As informações mostram que, em junho, o contingente de desempregados foi estimado em 186 mil pessoas. Em relação às demais Regiões pesquisadas, a taxa de desemprego está entre as menores, acima apenas de Belo Horizonte (8,5%) e Porto Alegre (9,5%).

 

O mercado de trabalho da região gerou 13 mil ocupações, a segunda variação positiva do ano, e o contingente de ocupados foi estimado em 1.568 mil pessoas. O crescimento da ocupação decorreu da ampliação do assalariamento do setor privado (9 mil), notadamente com carteira assinada (8 mil), posto que houve estabilidade na ocupação no setor público (127 mil ocupados). Cresceu também o emprego doméstico (8 mil) e diminuiu o número de autônomos (4 mil).

 

Na análise setorial, foram gerados 19 mil postos de trabalho na indústria, 10 mil no comércio e quatro mil no agregado outros setores. Tais resultados foram acompanhados pela eliminação de postos de trabalho nos serviços (17 mil) e na construção civil (3 mil), nesse caso, pelo quarto mês consecutivo.

 

Para o presidente do IDT, Francisco de Assis Diniz, “percebemos uma expansão constante do mercado de trabalho, principalmente se considerarmos a redução do tempo médio de procura por uma oportunidade, que caiu de 48 semanas, em junho de 2009, para 37 semanas, junho de 2010. Colabora ainda o fato de que, nos últimos doze meses, 22 mil pessoas deixaram a situação de desemprego, resultado da criação de 100 mil postos de trabalho, número superior ao das pessoas que passaram a integrar a força de trabalho da RMF (78 mil)”.

 

Em maio de 2010, houve queda do rendimento médio real dos ocupados (0,5%), acompanhada de relativa estabilidade na remuneração dos assalariados (-0,2%), reflexo da redução nos rendimentos do setor privado e da elevação no setor público. Os rendimentos dos ocupados e dos assalariados passaram a R$ 806 e R$ 912, respectivamente, e o dos autônomos, R$ 541.

 

28.07.2010

 

Assessoria de Imprensa do IDT:

Ana Clara Braga (3101.5500 / anaclara@idt.org.br)