Técnicos são treinados em controle e manejo de escorpiões

14 de junho de 2010

Os escorpiões ainda lideram a lista de animais peçonhentos que mais fazem vítimas no Ceará. Para frear a proliferação desses animais, principalmente em áreas urbanas, o Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde do Estado realizam até a próxima sexta-feira (18), a “Capacitação para controle e manejo de escorpiões para profissionais de vigilância em saúde e centros de controle de zoonoses”. O treinamento acontece no Hotel Mareiro, Avenida Beira Mar, 2380, Meireles, reunindo técnicos das 21 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRES) e dos 11 centros de controle de zoonoses do Estado.

 

Os escorpiões não atacam o homem intencionalmente, e o acidente geralmente ocorre no momento em que a pessoa encosta a mão, o pé ou outra parte do corpo no animal. Os grupos mais expostos são os de pessoas que atuam na construção civil, assim como crianças e donas de casa. Ainda nas áreas urbanas, são sujeitos os trabalhadores de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, por manusear objetos e alimentos onde podem estar alojados (escondidos) os escorpiões.

 

Os escorpiões procuram alimento à noite. Podem entrar nas residências através de tubulações para fiação e encanamentos de esgoto, além de frestas de paredes, portas e janelas. Podem ainda ficar escondidos na claridade do dia, em lugares escuros e escondidos como dentro de calçados, armários, gavetas, panos e toalhas em áreas de serviço e banheiros. Frequentemente, a picada de escorpião é seguida de dor (moderada ou intensa) ou formigamento do local do acidente. Nos casos graves, podem ocorrer náuseas ou vômito, suor excessivo, agitação, tremores, salivação, aumento da frequência cardíaca (taquicardia) e da pressão arterial.

 

Segundo dados divulgados em 8 de junho pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2008 o Ceará registrou 690 casos de intoxicação humana por picada de escorpião.

 

Criado em novembro de 2005, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica Estadual, CIAT, funciona no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e tem como objetivo promover diagnósticos mais precisos nos casos de intoxicação aguda e fazer os registros de intoxicação no Estado. Em 2008, o Ceará registrou 1.269 casos de acidentes por animais peçonhentos.

 

14.06.2010

Assessoria de Imprensa da Sesa

Selma Oliveira (selma.oliveira@saude.ce.gov.br – 85 3101.5220)