Funceme expõe ao Banco Mundial o Projeto Mata Branca

8 de junho de 2010

A técnica da Funceme, Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, geóloga Margareth Silva Benício Sousa Carvalho, acompanhada da colega Ana Maria Soares expuseram hoje (07/06), aos integrantes da missão do Banco Mundial, que visita o Ceará, avaliando o Projeto Mata Branca, o trabalho de mapeamento realizado pelo órgão, com ajuda de satélite, de áreas de caantingas no interior do Ceará. O enfoque foi, especialmente, nas cidades de Tauá, Parambú, Quinterianópolis, Novo Oriente, Independência e Crateús, seis dos 68 municípios, onde o Projeto Mata Branca, faz intervenção direta, no trabalho de recuperar áreas degradadas. O projeto é financiado pelo banco a fundo perdido com recursos no valor de 10 milhões de dólares – metade para cada estado Ceará e Bahia – únicos no mundo a disporem do bioma caatinga.

 

Além da Presidente do Conpam, Tereza Farias, estiveram participando do encontro o Presidente da Embrapa, Lucas Leite, técnicos do Mata Branca e integrantes da Unidade de Gerenciamento do Projeto na Bahia. A técnica depois de fazer breve explanação do trabalho de mapeamento realizado pelos técnicos da Funceme – desde 1990 com uso de satélites – disse ainda existir áreas fortemente degradadas, outras medianamente degradadas e boa parte com menos efeito das erosões. Todas elas, entretanto, passíveis de serem recuperadas.

 

Por certo a intervenção do Projeto Mata Branca, no trabalho de orientar os agricultores e dar apoio a projetos de culturas autossustentáveis, sem agredir a natureza, tem minimizado o problema. Pelo monitoramento foi possível constatar-se que mesmo em áreas que sofreram forte devastação, ao longo dos anos, pelo homem do campo, com seu uso inadequado e sucessivas queimadas, além da inclemência da seca, hoje se encontram, praticamente, estagnadas, pois não tiveram significativa expansão. Há, entretanto, necessidade de um trabalho mais intenso para evitar a sua intensificação.

 

Tereza Farias frisou que há dois anos e meio o Mata Branca foi iniciado no Ceará e “tem obtido excelentes resultados, porquanto, se em 2008, tínhamos16 projetos aprovados pelo banco, em 2010 esse número ascendeu a 60”. Ainda segundo Tereza, o trabalho do Mata Branca é realizado, basicamente, dentro de três eixos: recuperação de áreas degradadas, com ajuda e orientação ao homem do campo para usar corretamente o solo; educação ambiental, nas comunidades, e nas escolas e a preservação de áreas arqueológicas no interior do Ceará.

 

A parceria do Conpam com a Semace, Funceme e Embrapa foi ressaltada no encontro e dia 10 próximo (quinta-feira) toda a equipe do Banco Mundial seguirá a Tauá para visita “in loco” a projetos desenvolvidos pelo Mata Branca junto as comunidades interioranas.

 

08.06.2010

Assessoria de Imprensa da Funceme

Guto Castro Neto (comunicacao@funceme.br / 85 3101.1102)